Professor Albino Lopes
Doutorado em Psicologia pela Universidade Católica de Lovaina, com Agregação em Gestão de Recursos Humanos pelo ISCTE, é Professor Catedrático do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas - ISCSP/UTL e responsável pela Unidade de Coordenação de Gestão. A sua principal área científica de investigação é a do Comportamento Organizacional - Liderança da Cultura. São, ainda, áreas científicas de interesse a Dinâmica de Grupos e Processos de Influência Social; a Gestão Estratégica de Recursos Humanos; o Desenvolvimento e Mudança Organizacional; a Economia Social e Cidadania; o Desenvolvimento Pessoal; o Capital Intelectual e a Gestão do Conhecimento; e o Desenvolvimento do Potencial e Gestão de Competências, com publicações em todos estes domínios científicos.
Citações relevantes:
- "A Gestão de Recursos Humanos é saber gerir a diferença."
Alguns temas:
Gestão do Capital Intelectual: A Nova Vantagem Competitiva das Organizações de Florinda Matos e Albino Lopes
Fundamentos da Gestão de PessoasPara uma síntese epistemológica da iniciativa, da competição e da cooperação
Indicadores para avaliar a gestão do Capital Intelectual
Parâmetros de auditoria do capital intelectual:
- Formação profissional/Qualificação dos recursos humanos;
- Aquisição de competências em Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC);
- Trabalho em equipa;
- Partilha de conhecimento com outras organizações;
- Existência de certificação (vários tipos de certificações);
- Formas de registo do conhecimento organizacional;
- Realização de auditorias de mercado;
- Relação com os clientes, fornecedores e concorrentes;
- Existência de prémios;
- Existência de um sistema de tratamento de reclamações adequado;
- Investimentos em Inovação e Desenvolvimento (registo de patentes, desenvolvimento de novos produtos e serviços, etc.);
- Investimento em tecnologia;
- Entrada em novos mercados;
- Estratégias de produtos/serviços nos novos mercados.
Fusões e Aquisições – O papel central da liderança intermédia na gestão do choque de culturas de Damasceno Dias, Albino Lopes e Pedro Parreira
O nível elevado de investigações aponta para fracassos em cerca de 70% dos casos de fusão. Se, por um lado, o papel de destaque atribuído à cultura revela a necessidade de compatibilização entre culturas, por outro, assinala-se o perigo potencial do termo “choque entre culturas”, considerado frequentemente como preditor do fracasso.
Algumas investigações enquadradas na literatura sobre mudança organizacional têm levantado o problema das lideranças intermédias no seu duplo papel de compra ao topo e venda aos seus colaboradores de um novo projecto organizacional, daí a necessidade de desocultar o papel da liderança intermédia, outrora entendida pelo senso comum como um mero elo de ligação funcional e, como tal, apresentando um papel minoritário.
Este livro procura, em síntese, trazer à discussão a questão do “choque de culturas” como um sintoma e não como causa dos insucessos em situações de mudança profunda.
Conteúdos:
- A administração pública
- A mudança organizacional
- Narrativas organizacionais
- Metodologia
- Apresentação, análise e discussão dos resultados
- Análise integrativa de resultados – conclusão
Público-alvo
Gestores, quadros superiores de empresas, investigadores, consultores, formadores, directores e técnicos de Recursos Humanos, estudantes do ensino superior, pós-graduações, mestrados e doutoramentos nas áreas de gestão, economia, comportamento organizacional e sociologia das organizações.
Concepção e Gestão da Formação Profissional ContínuaDa qualidade individual à aprendizagem organizacional de Luís Picado e Albino Lopes
A Formação Profissional Contínua (FPC) é um dos elementos centrais na sociedade do conhecimento e torna-se um factor decisivo para o sucesso das organizações e para a valorização das pessoas. No entanto, os caminhos percorridos pela FPC parecem ocorrer num problema central: a melhoria das qualificações individuais (quando ocorre) não garante, por si só, melhor eficiência e eficácia organizacional.
Neste livro propomos uma nova visão e um novo caminho capazes de sustentar:
• A articulação indispensável entre ensino, FPC e vida activa.
• Um modelo sistémico centrado no binómio: adulto aprendente - organização aprendente.
• Uma auditoria ao potencial de aprendizagem e de formação informal da organização.
• A centralidade do projecto profissional e de vida do adulto aprendente.
• Uma análise e compreensão do caso específico do formador interno/tutor, enquanto modelo do trabalhador/formando.
• A reinterpretação das necessidades em desejos de formação, através da aproximação à noção de comunidade de prática e ao seu envolvimento na produção dos materiais andragógicos.
• Uma auditoria à formação formal que contempla e aplicação de níveis de análise de resultados e a necessidade de certificação por parte do adulto aprendente.
Estamos conscientes de que esta perspectiva deverá implicar uma nova concepção e gestão da FPC, capaz de contribuir para uma qualificação individual que se traduza numa verdadeira aprendizagem organizacional. É uma nova abordagem da estratégia de mudança enquanto alternativa possível aos modelos tradicionais de formação.

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