sexta-feira, 15 de março de 2013

Entrevista


CARRIS (Dr. Pedro Ramos) 

As perguntas:

1. Em que medida é que a Gestão de Recursos Humanos (GRH) pode ser importante para motivar os colaboradores a atingirem as suas metas?
2. Qual deve ser o papel da GRH na sedimentação de uma cultura empresarial e do fortalecimento do espírito de equipa entre os colaboradores?
3. A dinâmica produtiva das empresas exige, hoje em dia, que os seus colaboradores estejam preparados para desenvolver diferentes tarefas ao longo da vida. Por vezes há resistência à mudança, principalmente por parte de colaboradores que, ao longo de anos, se habituaram a desempenhar a mesma tarefa. Qual o papel da GRH na sensibilização dos colaboradores para a necessidade de mudança?
4. A reforma é uma etapa importante para qualquer pessoa, mas quando se aproxima a hora da concretização muitas começam a revelar alguns receios. Que papel pode desempenhar a GRH na preparação dos seus colaboradores para a reforma?
5. Quais as acções e/ou projectos desenvolvidos pela empresa no âmbito social e quais os objectivos que se pretendem atingir?


1. A partir do momento em que os colaboradores percebem a sua importância e o seu papel em toda a dinâmica organizacional, sabem claramente qual a missão e objectivos globais da empresa, da sua direcção ou departamento, bem como os seus objectivos individuais. Com o desenvolvimento de uma Gestão de Recursos Humanos por objectivos e uma Gestão de Carreiras, tendo em conta o potencial de cada colaborador, este identifica-se com a empresa e compromete-se atingir os melhores resultados. Desta forma, os colaboradores sentem-se motivados, implicados no seu processo de aprendizagem e crescimento, prestando um serviço de excelência. Os colaboradores que sentem que são parte importante da empresa estão mais atentos aos seus processos, sugerindo alterações que simplifiquem e melhorem o seu dia-a-dia de trabalho e contribuindo para que se atinjam as metas pré-definidas.

 2. No papel da GRH é fundamental que chegue a todos os colaboradores informação sobre a empresa, isto é, a sua missão, visão, valores e indicadores de desempenho – o que permite o desenvolvimento dos colaboradores para a concretização deste fim comum. Para atingir os objectivos é necessário que haja uma comunicação eficiente e bom relacionamento entre as áreas na óptica da criação de parcerias de negócio. A disseminação do conhecimento, a partilha de informação e o envolvimento de todos é a chave para sedimentar a cultura empresarial e fortalecer o espírito de equipa.

3. O papel da GRH passa por perspectivar a mudança e preparar antecipadamente os colaboradores para essa mesma mudança.
Com uma política de Gestão de Carreiras apostada e assente na «meritocracia», o colaborador deverá saber quais as competências que detém e aquelas que deverão ser apreendidas para evoluir profissionalmente. Assim, é importante preparar antecipadamente o colaborador desenvolvendo acções de formação ou outras estratégias que lhe permitam adquirir as competências necessárias para um novo posicionamento na empresa.
Com uma preparação prévia para a mudança o colaborador estará psicologicamente preparado, motivado, envolvido e comprometido para fazer parte da mudança e da evolução da empresa, deixando de ser apenas um «cliente» interno da própria empresa e passando à fase seguinte: ser «fã» da empresa.
A CARRIS pretende também um maior enriquecimento cultural dos colaboradores e aproximar os mesmos à comunidade, tendo como finalidade o prolongamento do vínculo emocional dos ex-colaboradores
à empresa numa lógica de Responsabilidade Social. A CARRIS pretende, ainda, desenvolver medidas para a preparação dos colaboradores para a reforma e apoio psicológico (ex.: para casos de agressões e stress profissional, entre outros).
Em termo mais concretos, no que concerne aos apoios financeiros a CARRIS disponibiliza aos seus colaboradores prestações de carácter complementar à Segurança Social (complementos de reforma,
subsídios de funeral, assistência médica e medicamentosa).

4. A GRH tem um papel muito importante nesta etapa da vida do colaborador. A preparação para a reforma deverá ser feita com alguma antecipação e com todo o respeito e consideração que o colaborador merece da empresa. Com uma política de sucessão, o colaborador que está a terminar o seu ciclo de vida na empresa deverá sentir a importância que teve para a organização, bem como da passagem desse trabalho
para o seu sucessor. Pretende-se que tenha o papel de mentor, aquele que tem o conhecimento de uma vida de trabalho e que pretende transmitir da melhor forma a sua experiência, permitindo uma disseminação das melhores práticas junto dos seus colegas com menos experiência.
A GRH deverá acompanhar, atentamente e com proximidade, os casos de reforma, ajudando o colaborador a delinear e organizar a sua vida após o fim da carreira profissional, contribuindo para que
mantenha uma vida activa e possa tirar partido da sua reforma.

5. No âmbito social, a CARRIS tem desenvolvido algumas acções e projectos, como:
• Associação dos Reformados da CARRIS.
• Banda de música, Coro, Escola de Música para colaboradores e filhos.
• Grupo Desportivo.
• Colónia de Férias para os fi lhos dos colaboradores.
• Eventos desportivos como ciclismo e atletismo.
• Eventos culturais.
• Eventos de carácter solidário.
• Da promoção de uma cultura de recompensa do empenho, do esforço e do mérito ao incentivar e reconhecer o acréscimo das competências e capacidades dos nossos trabalhadores, assente num modelo de compensação que alia a criação de valor à obtenção de resultados;
• Do fomento de práticas de conciliação, estabilidade e equilíbrio entre a vida pessoal, familiar e profissional.
Estes desafios concretizam-se nas oportunidades de realização das capacidades, de modo a obter desempenhos elevados e, consequentemente, permitir atingir metas pessoais e organizacionais cada vez mais motivadoras.


Fonte: Dirigir 2010

quinta-feira, 7 de março de 2013

Recrutamento e Seleção

Mundo

Truques para arranjar emprego no estrangeiro

 
Suíça – Peça uns meses antes de ir            
Quando Francisco Amado, que vive em Zurique há oito meses, se mudou para a Suíça, tinha dois empregos. O seu, como arquitecto, e outro, quase a tempo inteiro: procurar casa. “Em toda a Suíça, mas sobretudo em Genebra e Zurique é mais difícil encontrar casa do que emprego”, explica.
Isto porque, justifica, há cerca de três apartamentos livres para cada mil pessoas. “No meu caso passaram-se sete meses e quase 150 visitas a quartos e apartamentos até encontrar casa definitiva. Até lá, fiquei num hotel ‘barato’ (€2.500 por mês), em quartos emprestados e casas temporárias.”
Regra básica na Suíça: não estar disponível de imediato sem garantir alojamento. “Se voltasse atrás pedia dois ou três meses para encontrar casa e julgo que compreenderiam”, diz. Mas há mais regras. Pedir uma cunha, por exemplo, só atrasa o processo.
“Os suíços não o fazem e não gostam que lhes peçam para o fazer.” Não falar a língua é outro obstáculo. Francisco foi rejeitado em mais de 200 empresas porque não falava alemão, língua oficial daquela região da Suíça. O melhor é investir num curso ainda em Portugal – pode pagar metade do que gastaria na Suíça.

 
Reino Unido – currículo sem idade
Primeiro ponto para conseguir emprego: preparar um currículo diferente. No Reino Unido não deve incluir fotografia, data de nascimento e nacionalidade. As empresas britânicas querem evitar ser acusadas de discriminação, explica Sofia Cerqueira, que trabalha em Londres como jornalista numa publicação do grupo Financial Times. “Os currículos do Europass também são para esquecer. Envie duas páginas no máximo”, acrescenta.
Quando tiver o currículo pronto, não o envie directamente. “Toda a contratação é feita através de agências de recrutamento. A maior parte das empresas nem sequer tem sistemas internos para responder a anúncios”, explica José Bancaleiro. Por isso, o ideal é procurar agências especializadas em recrutamento internacional. “Encontra-as facilmente na Internet. Procurar emprego directamente só funciona em trabalhos menos especializados, como bares e restaurantes.”


França – Vista o seu melhor fato
A França é o país onde há mais portugueses a viver – mais de 580 mil registados entre 2000 e 2010, segundo o Observatório da Emigração. E, aqui, falar bem francês é uma condição essencial. Em algumas profissões, como médicos e enfermeiros, é mesmo preciso ser fluente. E não vale a pena mentir. Em muitas agências de recrutamento o teste de francês é uma das etapas da entrevista.
Alain Miranda, da consultora ExSo, assegura que também é importante ter uma boa apresentação, segundo os cânones franceses claro: para os homens isso significa ir de fato e gravata às entrevistas. Já as mulheres devem levar um blazer. E isto é válido, alerta Alain, mesmo para as áreas das engenharias, que tendem a ser mais descontraídas – os franceses gostam da formalidade.
Outro ponto importante é mostrar que está empenhado em trabalhar no país. Evite dizer que ainda não falou com a sua família sobre a hipótese de emigrar ou que quer sair do país apenas por causa da crise. Alain Miranda já acompanhou casos em que os candidatos portugueses desistiram do trabalho porque, à última hora, não estavam preparados para emigrar ou encontraram emprego em Portugal. “Não é incomum.”


Alemanha – Chegue antes da hora
Se quer ter um currículo irrepreensível para uma empresa alemã não se esqueça de o traduzir para alemão e de colocar uma fotografia. Na Alemanha a imagem do candidato faz parte do processo de recrutamento, assinala a ficha do país no Eures, Portal Europeu de Mobilidade Profissional. E traduzir o currículo também, mesmo que não fale alemão (o que deverá indicar no CV). “Eles valorizam as pessoas que revelam querer integra-se”, diz Débora Miranda, que trabalhou no país na área de tradução e jornalismo. A portuguesa aconselha a dizer algumas palavras em alemão na entrevista.
Em profissões mais técnicas, como as engenharias, falar a língua é ainda mais importante, assinala Alain Miranda. É que não se pode descurar a concorrência de países de Leste, como a Polónia ou a República Checa, onde os candidatos não só estão tão bem preparados tecnicamente, como têm mais facilidade em aprender alemão.
A melhor técnica é inscrever-se em sites de emprego, como o Monster. “O processo é muito transparente e as candidaturas através destes sites funcionam mesmo”, diz Débora. E não se esqueça de chegar cedo às entrevistas: cumprir o horário não basta, a regra é estar no local 15 minutos antes do combinado.


Holanda – Não vá antes dos 23 anos
Tentar encontrar emprego na Holanda pela Internet não é fácil. “Se não tiver uma morada local ninguém o chama para entrevistas”, diz um português que trabalha na área de consultoria. Um truque possível é dar a morada de um amigo que viva no país.
Acontece mais ou menos o mesmo no Reino Unido, para onde Tiago Teixeira, 29 anos, fisioterapeuta, se vai mudar este mês. “Nenhuma empresa o contrata sem ter conta bancária. E para conseguir uma conta bancária é preciso ter comprovativo de morada e provar que vive lá [ter uma despesa em seu nome, como a água, ajuda]”, explica.
Outro passo obrigatório na Holanda é fazer um seguro de saúde. Nenhuma empresa o contrata se não o tiver – custa cerca de 100 euros por mês. Depois, inscreva-se num curso de holandês: falar inglês não é diferenciador num país onde mesmo os profissionais menos qualificados falam a língua.
E se tem menos de 23 anos pode ser aconselhável esperar. Na Holanda, o salário mínimo depende da idade: aos 18 anos o valor base por hora é de 3,80 euros; a partir dos 23 anos é de 8,35 euros.

 
Brasil – Concorra a multinacionais
É sabido que o nível de QI é importante para conseguir emprego. Mas, no Brasil, além do habitual Quociente de Inteligência, há outro QI muito valorizado, o chamado “Quem Indica”. “As indicações funcionam muito no Brasil, mais do que em Portugal”, explica um advogado português que trabalha no país. Para contornar a cunha concorra a empresas estrangeiras – aí o seu currículo será, à partida, mais importante do que os conhecimentos pessoais. A maior parte das multinacionais estão no Rio de Janeiro e em cidades como Macaé e Itaguaí.
Segundo problema: reconhecer um curso feito em Portugal pode demorar entre seis meses a três anos. Se for arquitecto ou engenheiro contorne a questão trabalhando como assistente de um profissional registado, enquanto espera pela equivalência – só não pode assinar projectos. Mas também há formas de acelerar o processo: faça o pedido de equivalência numa universidade em que o curso tenha disciplinas o mais semelhantes possível com as portuguesas. Porque se lhe faltarem cadeiras pode ter de fazer uma prova ou ser obrigado a repetir as disciplinas.
Outra estratégia é começar o processo ainda em Portugal, sugere Rui Castro, da Scale International, que ajuda os portugueses a fixarem-se naquele país. Ou seja, nomear um procurador (advogado ou familiar) para tratar disso no Brasil.
 

Estados Unidos – Dê boas referências
Aviso: a honestidade é uma das características mais valorizadas. Por isso, fuja à tentação de mentir . Porque o que é tolerado em Portugal, onde 20% dos currículos recebidos pelas empregadores têm informações falsas, não é nos Estados Unidos. Veja-se o caso de um português que trabalhou lá. Todas as pessoas que deu como referência (três) foram contactadas – uma delas num ministério português. Por isso, é essencial dar como referência pessoas que saibam falar inglês.
O visto de trabalho é outro dos problemas: o número distribuído anualmente é limitado e depende das necessidades do país. “Num ano podem ser precisos médicos, noutro empregadas domésticas, isso varia”, explica Anne Taylor, presidente do American Club of Lisbon. E como não há uma tabela oficial que indique as profissões em que é mais provável ser aceite, o truque é sondar o mercado: as profissões mais requisitadas pelos sites de recrutamento americanos são um bom indicador.
Para quem quer trabalhar e estudar é tudo mais fácil: fazer um mestrado dá direito a trabalhar durante um ano no país.

 
Austrália – Entre como estudante
Teoricamente há três formas de entrar na Austrália. A primeira é conseguir que uma empresa lhe patrocine o visto. “É raro ”, explica Miguel Covas, director da Information Planet, uma agência de estudantes especializada na Austrália. Outra é concorrer a um visto de emigração que avalia os candidatos com base em quatro critérios: ter uma das quase 200 profissões pedidas pelo país é obrigatório (as áreas de marketing, artes, desporto e ciências sociais estão praticamente fora de questão), experiência profissional nessa área, menos de 49 anos, e um nível fluente de inglês. “É um sistema quase matemático.
A pontuação máxima exige que tenha entre 25 a 32 anos, oito anos de experiência profissional na sua área de licenciatura e um nível de inglês de oito (numa escala até 9), explica Miguel Covas. Por isso, “a única via possível para mais de 90% das pessoas é fazer uma formação extra na Austrália com um mínimo de 20 horas semanais.” Ou seja, entrar com um visto de estudante, que lhe permite trabalhar em part-time (e em full-time nas férias escolares). Depois de já lá estar, consegue ficar.
Segunda condição: ter dinheiro. Tratar do processo de emigração custa entre 3 mil e 6 mil euros e fazer um curso, pelo menos mais 4 mil . Também é preciso contar com imprevistos. Tiago Teixeira, 29 anos, começou por escolher um curso de inglês de seis meses, que lhe custaria 6.500 euros. “Como já tinha nível 7 percebi que três ou quatro meses de inglês chegavam. Conseguiria baixar os custos e ficar quase um ano e meio no país se, em vez de só inglês, optasse por um curso técnico. No total, pagaria 7.500 euros.”
Durante esse período Tiago esperava reconhecer o curso de fisioterapia. “Desisti porque me exigiram todo o conteúdo programático traduzido para inglês por um tradutor oficial do país.” Para isso, teria que gastar 35 euros por cada uma das 200 páginas, ou seja, 7 mil euros.

 
Angola – Negoceie em euros
Em Angola, os empregos com melhores salários estão na capital, Luanda, e em zonas associadas a empresas petrolíferas, nomeadamente Cabinda-Soyo, explica Hermínio Santos no guia Trabalhar em Angola. Além do petróleo, a banca, a grande distribuição, os sectores dos serviços (comunicações, hotelaria e restauração), agricultura, educação e saúde são as áreas que mais precisam de profissionais. Mas enviar um currículo pela Internet não serve.
Para conseguir emprego no país tem de falar pessoalmente com os recrutadores. “Se tiver qualquer forma de ficar em Angola, mesmo que temporariamente, isso pode ser positivo. As empresas vão valorizar não ter que lhe pagar casa, carro, etc.”, diz um português que vive no país.
Quando negociar o salário tente receber pelo menos uma parte em euros, explica Hermínio Santos. “As eventuais desvalorizações do dólar em relação ao euro podem ter grande influência no que vai receber ao fim do mês.” 
 

Moçambique – Esqueça os cargos
Primeiro ponto: não precisa de ir a Moçambique para conseguir emprego. Muitas empresas fazem recrutamento através da Internet e entrevistas por Skype. Outras, deslocam-se a Portugal.
Em segundo lugar, não se preocupe com os cargos. Em Moçambique os únicos doutores que há são os médicos. Todas as outras pessoas podem ser tratadas por senhor ou senhora, revela fonte da empresa de recrutamento Select Vedior Moçambique.
Procurar emprego também já não significa limitar-se à capital, Maputo. As províncias que estão a crescer mais são as do Norte, como Tete e Delgado – procuram sobretudo engenheiros ligados aos recursos naturais, energia e logística.

 
Arábia Saudita – Assegure casa
Para atrair a atenção do país árabe o ideal é ter formação nas áreas de saúde e engenharia, sobretudo se estiver ligado à construção e ao petróleo. “Há falta de profissionais qualificados na saúde e uma das razões é o facto de as sauditas não poderem trabalhar como enfermeiras”, explica Paulo Machado, presidente da consultora Mercer na Arábia Saudita. Depois, é preciso negociar bem o pacote salarial.
Além do ordenado base, que pode chegar aos 20 mil euros por mês, há extras indispensáveis. “Se for mulher não pode conduzir, por isso precisa de um subsídio de transporte que pague carro e motorista, cerca de 600 euros por mês.” Além disso, assegure um valor para pagar a casa: um apartamento normal custa 600 a 900 euros por mês.
“Se tiver filhos está quase obrigado a ir para um compound [uma espécie de cidade onde vigoram as normas ocidentais – a língua oficial é o inglês e é proibido andar de burca], porque é aí que estão as escolas internacionais”, explica Paulo Machado. Nesse caso, o preço sobe para 3 mil euros por mês.
 
Autores: Ana Taborda e Patrícia Silva Alves
Data da Publicação: 9 de Janeiro de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Gestão de Remunerações

Na Europa

Mulher trabalha mais 59 dias para ganhar igual ao homem

 
As mulheres europeias precisam de trabalhar mais 59 dias do que os homens para conseguir ter o mesmo ordenado, revela a Comissão Europeia, segundo a qual Portugal está entre os menos discriminatórios e a Alemanha no lado oposto.


Os dados foram revelados hoje, na véspera de se assinalar mais um Dia Europeu da Igualdade Salarial, mas são com base em valores do Eurostat de 2010 e mostram que a disparidade salarial média entre homens e mulheres europeus é de 16,2%, .
"Este evento à escala da União Europeia assinala o número de dias extra que as mulheres têm de trabalhar para atingir o mesmo montante auferido pelos homens: atualmente 59 dias, o que significa que, este ano, calha a 28 de fevereiro", lê-se no comunicado da Comissão Europeia.
A disparidade salarial média de 16,2% revela uma ligeira diminuição observada nos últimos anos, já que se chegou a registar cerca de 17%. No entanto, a tendência para a diminuição pode ser explicada pelo impacto da recessão económica nos diferentes setores, nomeadamente naqueles que são dominados pelos homens, como a construção civil.
"Por conseguinte, esta diminuição não se deve de um modo generalizado a um aumento dos salários e à melhoria das condições de trabalho das mulheres. Ao mesmo tempo, a percentagem de homens a tempo parcial ou com salários mais baixos aumentou nos últimos anos", diz a Comissão Europeia.
Olhando para a tabela que acompanha os dados hoje divulgados, é possível perceber que a discrepância salarial em Portugal, em 2010, era de 12,8%, abaixo dos 16,2% da média europeia e bastante distante dos 22,3% registados na Alemanha.
De acordo com os mesmos dados, o país com a menor discrepância salarial é a Eslovénia (0,9%), logo seguida da Polónia (4,5%), da Itália (5,3%) e do Luxemburgo (8,7%). Portugal aparece em sétimo lugar.
No lado oposto aparece a Estónia como o país com a maior discrepância salarial, com 27,7%, à frente da Áustria (24%), da Alemanha (22,3%) e da Grécia (22%), sendo que os dados para a Grécia são de 2008.
A Comissão Europeia diz querer apoiar os empregadores nos seus esforços para corrigir as disparidades salariais entre homens e mulheres e dá como exemplo o projeto "A igualdade compensa", que visa sensibilizar as empresas para a questão da igualdade de género e de remuneração.
"O projeto visa contribuir para o objetivo da estratégia Europa 2020 que consiste em aumentar a taxa de emprego para 75% - pelo que é essencial uma maior participação das mulheres no mercado de trabalho", adianta a Comissão Europeia.
Nesse âmbito, a Comissão vai realizar um fórum empresarial, em Bruxelas, a 21 de março, para 150 empresas de toda a Europa, ao mesmo tempo que está a preparar um relatório sobre a aplicação da diretiva europeia referente à igualdade de remuneração.

Autor: Isaltina Padrão
Data da Publicação: 27 de Fevereiro de 2013

Personalidades GRH



Professor Albino Lopes 




Doutorado em Psicologia pela Universidade Católica de Lovaina, com Agregação em Gestão de Recursos Humanos pelo ISCTE, é Professor Catedrático do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas - ISCSP/UTL e responsável pela Unidade de Coordenação de Gestão. A sua principal área científica de investigação é a do Comportamento Organizacional - Liderança da Cultura. São, ainda, áreas científicas de interesse a Dinâmica de Grupos e Processos de Influência Social; a Gestão Estratégica de Recursos Humanos; o Desenvolvimento e Mudança Organizacional; a Economia Social e Cidadania; o Desenvolvimento Pessoal; o Capital Intelectual e a Gestão do Conhecimento; e o Desenvolvimento do Potencial e Gestão de Competências, com publicações em todos estes domínios científicos.

Citações relevantes:

  • "A Gestão de Recursos Humanos é saber gerir a diferença." 

Alguns temas:

Gestão do Capital Intelectual: A Nova Vantagem Competitiva das Organizações de Florinda Matos e Albino Lopes

Fundamentos da Gestão de PessoasPara uma síntese epistemológica da iniciativa, da competição e da cooperação

Indicadores para avaliar a gestão do Capital Intelectual                                                       

Parâmetros de auditoria do capital intelectual:
  • Formação profissional/Qualificação dos recursos humanos;
  • Aquisição de competências em Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC);
  • Trabalho em equipa;
  • Partilha de conhecimento com outras organizações;
  • Existência de certificação (vários tipos de certificações);
  • Formas de registo do conhecimento organizacional;
  • Realização de auditorias de mercado;
  • Relação com os clientes, fornecedores e concorrentes;
  • Existência de prémios;
  • Existência de um sistema de tratamento de reclamações adequado;
  • Investimentos em Inovação e Desenvolvimento (registo de patentes, desenvolvimento de novos produtos e serviços, etc.);
  • Investimento em tecnologia;
  • Entrada em novos mercados;
  • Estratégias de produtos/serviços nos novos mercados.


Fusões e Aquisições – O papel central da liderança intermédia na gestão do choque de culturas de Damasceno Dias, Albino Lopes e Pedro Parreira


O nível elevado de investigações aponta para fracassos em cerca de 70% dos casos de fusão. Se, por um lado, o papel de destaque atribuído à cultura revela a necessidade de compatibilização entre culturas, por outro, assinala-se o perigo potencial do termo “choque entre culturas”, considerado frequentemente como preditor do fracasso.
Algumas investigações enquadradas na literatura sobre mudança organizacional têm levantado o problema das lideranças intermédias no seu duplo papel de compra ao topo e venda aos seus colaboradores de um novo projecto organizacional, daí a necessidade de desocultar o papel da liderança intermédia, outrora entendida pelo senso comum como um mero elo de ligação funcional e, como tal, apresentando um papel minoritário.
Este livro procura, em síntese, trazer à discussão a questão do “choque de culturas” como um sintoma e não como causa dos insucessos em situações de mudança profunda. 

Conteúdos:
  • A administração pública
  • A mudança organizacional
  • Narrativas organizacionais
  • Metodologia
  • Apresentação, análise e discussão dos resultados
  • Análise integrativa de resultados – conclusão

Público-alvo
Gestores, quadros superiores de empresas, investigadores, consultores, formadores, directores e técnicos de Recursos Humanos, estudantes do ensino superior, pós-graduações, mestrados e doutoramentos nas áreas de gestão, economia, comportamento organizacional e sociologia das organizações.


Concepção e Gestão da Formação Profissional ContínuaDa qualidade individual à aprendizagem organizacional de Luís Picado e Albino Lopes


A Formação Profissional Contínua (FPC) é um dos elementos centrais na sociedade do conhecimento e torna-se um factor decisivo para o sucesso das organizações e para a valorização das pessoas. No entanto, os caminhos percorridos pela FPC parecem ocorrer num problema central: a melhoria das qualificações individuais (quando ocorre) não garante, por si só, melhor eficiência e eficácia organizacional. 

Neste livro propomos uma nova visão e um novo caminho capazes de sustentar: 
• A articulação indispensável entre ensino, FPC e vida activa.
• Um modelo sistémico centrado no binómio: adulto aprendente - organização aprendente.
• Uma auditoria ao potencial de aprendizagem e de formação informal da organização.
• A centralidade do projecto profissional e de vida do adulto aprendente.
• Uma análise e compreensão do caso específico do formador interno/tutor, enquanto modelo do trabalhador/formando.
• A reinterpretação das necessidades em desejos de formação, através da aproximação à noção de comunidade de prática e ao seu envolvimento na produção dos materiais andragógicos. 
• Uma auditoria à formação formal que contempla e aplicação de níveis de análise de resultados e a necessidade de certificação por parte do adulto aprendente.

Estamos conscientes de que esta perspectiva deverá implicar uma nova concepção e gestão da FPC, capaz de contribuir para uma qualificação individual que se traduza numa verdadeira aprendizagem organizacional. É uma nova abordagem da estratégia de mudança enquanto alternativa possível aos modelos tradicionais de formação.

Conceito

Conceito de Gestão de Recursos Humanos 
A Gestão de Recursos Humanos é uma das funções tradicionais da organização e que tem como missão estabelecer o sistema que rege as relações entre os seus colaboradores, definir a melhor adequação de cada um deles à função que irá realizar, e estabelecer a integração dos colaboradores. Para isso a gestão de recursos humanos inclui um conjunto de funções e actividades que podem ser sintetizadas no seguinte:
- planeamento de recursos humanos;
- recrutamento e selecção;
- integração dos recursos humanos;
- análise e descrição de funções;
- avaliação de desempenho;
- remunerações e incentivos;
- higiene e segurança no trabalho;
- formação profissional e desenvolvimento pessoal;
- análise, controlo e auditoria de recursos humanos.
Autor: Paulo Nunes 
Data da Publicação: 22 de Abril de 2008